domingo, 3 de fevereiro de 2008

Guarda Chuva Interdisciplinado_ Manuel Tainha

Depois de vaguear um pouco entre livros esquecidos, fica aqui uma das Conversas de Arquitecto Manuel Tainha.
"(..) A necessidade interdisciplinar desperta no mundo racionalizado nasce no momento em que a invocação se institucionaliza como sistema, isto é: em que se institucionaliza a introdução de novas técnicas e novas estratégicas no interior do mundo da produção.
Onde antes eu diria que o criador é criado pela próprias criações, com a institucionalização de inovação do acto e a disciplina arquitectónica convertem-se imperceptivelmente numa teoria de acção expurgada de todo o conteúdo de valores, da intencionalidade que é uma das condições chave, de toda a artisticidade da Arquitectura.
Neste contexto a racionalização da produção dos artefactos, em que naturalemente incluo os objectos arquitectónicos, tende a esconder a irracionalidade social do produto, a sua futilidade. Parafraseando Habermas, no modelo tecnocrático, a antiga relação de dependência do especialista relativamente ao arquitecto parece ter-se invertido. Este tende a tornar-se aí num mero" executor de um saber científico que se impõe tanto nas técnicas como nas estratégicas de optimização dos resultados". Num tal estado de tendência, diria ele, a acção decisória que resta ainda ao Arquitecto seria apenas fictícia, "limitando-se quando muito a ser uma espécie de tapa-buracos de uma racionalização ainda imperfeita".
Este plano inclinado por onde desliza imperceptivelmente a produção dos objectos num estado de hegemonia tecnocrática.
Todo o acto de projecto é um acto compartilhado.
Acontece que nas mais das vezes a impermeabilidade recíproca entre as disciplinas, a inconstância dos seus níveis de permeabilidade converte o trabalho interdisciplinar numa verdadeira conversa de surdos (...) "

Textos de Arquitectura

sábado, 19 de janeiro de 2008

Centro de arte contemporânea






A proposta lançada foi a concepção de um edifício de culto/contemplação.

Quanto á concepção do Edifico, adaptei-me ao conceito escolhido: Movimento.
Inicialmente a origem da sua forma, obteve-se com um cravo, e símbolo de revolução, começa aqui o Movimento. Transformando a palavra em sim com talvez outro sentido. Sendo assim, em vez de compartimentos organizados na ortogonal, e linhas demasiadamente frias e simples, optei por "brincar" com a tal forma de um cravo, e tentando usar curvas, para salientar movimento ao edifício.

O Edifício, que se assenta num terreno com bastantes curvas de nível, mantém-se fluído, para não danificar a envolvente.

Sendo um edifício de altura máxima de 8m, centrada num clarabóia interior que se estende até á cobertura. Nesse espaço, o seu interior seja reservado num tapete verde de relva.
A cobertura tem fortemente influência orgânicas, para trazer sensações quebradas e soltas. Porém, não é toda trabalhada na mesma altura, conjugando o ponto mais alto, centrado no edifico, prolongando-se até ao ponto mais afastado.
Quanto á organização de espaços interiores, optei por usar uma planta livre e minimalista, guiando o visitante desde o início(recepção) até ao espaço de convívio (café/bar), este se estende na paisagem captando em pleno a natureza circundante através de uma entre outras paredes de vidro. Esta que é inclinada evita as direcções solares directas.

Localização: Oliveira Stª Maria
Terreno: Santa Tecla
Ano: 06´/07´
Ano curricular: Arquitectura I

Universidade Lusíada V. N. Famalicão
Faculdade de Arquitectura e Artes- f.a.a




terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Réplicas

".. went down the hill, the other day
my soul got happy and stayed all day
went down the hill, the other day
my soul got happy and stayed all day

"..All that we needed was right
The threshold is breaking tonight

Open to everything happy and sad
Seeing the good when it's all going bad
Seeing the sun when I can't really see
Hoping the sun will at least look at me

Focus on everything better today
All that I needed I never could say
Hold on to people they're slipping away
Hold on to this while it's slipping away
.."

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Descontrói o acto, para constuir o meu mundo


"das palavras, esta saída para o vazio.
o pensamento segue a sua rotina até nada continuar mais.
elas esgotar-se-ão.

se o abismo for a morte, esquecidos serão os sonhos?"

Desliza entre papel, este meu sonho de criança, fazendo-me gritar por mais!

São meros traços propícios, que se desenvolvem e fazem nos mover. Demasiadas conquistas para além da visão turva, cansada e demasiadamente ocupada por fáceis seres.

Então aqui, te agarro, e te faço parecer o meu objecto. Este que por muito me esperava, num lugar, quente, já cansado de sobreviver

Porém, sempre te te conheci, são fruto do consciente ilusionista.

memórias da semana falante





domingo, 18 de novembro de 2007

À Sombra de uma ideia


Poderia ser miragem,
ou simplesmente um ser.

Uma ruela esquecida, sobre as sombras de uma noite;
Poderia ser a luz, de uma janela estragada e humedecida pela sabor do tempo;
Seria um rasgo?
Um pedido não reconhecido?
Poderia ser os passos;
que se cruzam e conversam entre si;
trocas de favores e mentiras sem fim.
Poderia ser, o movimento,
que se estende até ao mar,
que enrola,
e sufoca por paz.
Poderia ser um mito,
jamais apagado e sobrevalorizado;
encontrado e morto,
de uma vida lamentada.

Poderia ser?


sábado, 17 de novembro de 2007

Little Men, Don´t grow up, Please


Recolha de material existencialista e camufláveis.
Círculos que permanecem inquietos;
Um vasto vazio de uma névoa que me atinge;
Quero raios de luz!
Uma bela margem de erros;
um tecla que me imprime dor;
a satisfação de uma linha coerente;
um girar de ideias;
uma bicicleta sem condutor;
Saltar do tecto para o chão;
fazer bolinhas de sabão;
Fugir da escuridão;
Quero um abraço!
Mas estou longe da razão..


mundo invertido de Sebastião, onde não queria crescer



MENTIRAS, HISTÓRIAS MALDITAS!



“Pensar, desejar, querer fazer, está bem – mas fazer mesmo! Não; não seria
capaz!”


Sete Monólogos de Peer Gynt, poema dramático de Henrik Ibsen, com música de Edvard Grieg

Mentira e sonho guiam Peer Gynt, o anti-herói do poema dramático de Henrik Ibsen, nagrande viagem através do mundo e da vida. Em busca do limiar onde sonho e realidade não se tocam e permanecendo em constante fuga, Peer Gynt vai-se

reinventando consoante as circunstâncias. Megalómano e sedutor, não é fiel a nada,
nem sequer a si próprio. Quer ser um homem inteiro, mas não é capaz de pagar o
preço.
O que torna a personagem de Peer Gynt tão interessante é a força da sua ansiedade e
o desespero da sua fraqueza, tão profundamente humana. A música que Edvard Grieg
compôs para Peer Gynt funciona como uma cenografia sonora num espectáculo onde
a poesia do texto e da música se iluminam uma à outra.

ANNE KAASA – piano
KJERSTI KAASA – actriz

17 Nov 2007 ; no CCB



Resistência do pensamento

O titulo caracteriza-se por ser não um movimento, nem uma demonstração, mas sim invocando ao pensamento liberto de preconceitos , e livres de se expor a novos conceitos pragmáticos, e existencialistas. Um turbilhão de ideias opiniões e temas diferentes sem nunca cair na rotina, o aparecimento de novos posts, só acontece com a necessidade da autora de exprimir e se evidenciar e se fazer caracterizar neste novo mundo. Musica, arte, e um pouco de ocasiões que fazem cair, e nos remota para um blog com um pouco mais de formalidade, provando capacidade suficiente para sobreviver e continuar a respirar..


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sobre mim...

estudante perdidamente apaixonada pela Arquitectura, amar perdidamente a arte..